Blog do Hektor

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

 DESPEDIDA AO BITUCA (WOODSTOCK), MEU CACHORRO, E TAMBÉM AOS MEUS OUTROS FILHOS CANINOS - 2023.

Bituca, em 2010, na Folha 28

Em 25 de abril de 2023, Bituca, meu cachorro, faleceu. O nome dele era Woodstock. Bituca era apelido. Ele tinha outros apelidos: Bituca, TuCão, Tuca, Tuquinha, etc.

Bituca, em 2010, na Folha 28

Na década de 1980, em Belém, quando a Editora Ogmios foi criada, eu tinha uma famosa cachorra cujo o nome era Ana Preta. Eu encontrei a Ana Preta em 1978 na rua. Ela tinha acabado de nascer. A mão dela deu à luz na rua. Ana Preta faleceu em 1988, aos 10 anos de idade, e desde então eu não tive mais nenhum cachorro.

Bituca e Breu (o gato preto) em 2010, na Folha 28

As décadas foram passando e em julho de 2010 eu comprei um cachorrinho de raça (foi a única vez que eu fiz isso: comprar um cachorro). Era o Snoopy. Infelizmente, o cachorrinho morreu em agosto de 2010 (viveu comigo apenas um mês). Eu fiquei arrazado com a morte do cachorrinho. Ele morreu num domingo, e no domingo seguinte eu fiz uma grande homenagem a ele. 

Bituca, em 2010, na Folha 28

Depois da homenagem, já de noite, por volta das 19 horas, eu saí de casa para ir comprar cerveja. E quando eu viro a esquina da rua da minha casa apareceu um cachorro na minha frente, do nada. O cachorro começou a pular em mim e a me seguir na rua. Eu fui até uma praça que tem na Folha 28 (zona onde eu morava em Marabá-PA), para comprar cerveja, e o estranho cachorro foi comigo, me seguindo. Não encontrei cerveja para comprar e decidi ir a outro lugar. Comprei um cachorro-quente (sanduíche) para o cachorro estranho, para ver se ele parava de me seguir. Ele não quis o cachorro-quente e continuou a me seguir. Eu chamei um Moto-Taxi para me levar para eu comprar cerveja em  lugar mais distante, e o cachorro veio atrás da moto. Aí eu pedi para o motorista parar, virar e ir na direção da minha casa. O cachorro veio atrás. Desci da moto, abri o portão de casa, e o estranho cachorro entrou no jardim da frente na minha casa. Deixei ele ali e fui com o Moto-Taxi comprar a cerveja. Quando voltei para casa com a cerveja, abri o portão, abri a porta da casa e o cachorro entrou correndo e deu de cara com o meu gato preto, o Breu. Passado o susto inicial, eles não se estranharam, e eu levei o cachorro para um pátio que tinha na parte detrás da casa. 

Bituca em 2010, na Folha 28

Passei o resto da noite bebendo cerveja, ouvindo música e contando a estória do Quatro Músicos de Bremen para o Breu (o gato preto) e para o cachorro estranho. De manhã, quando acordei, dei a ele o nome de Woodstock, mas, não sei porque, passei a chama-lo de Bituca. E foi assim, dessa forma extraordinariamente estranha, que o Bituca entrou na minha vida.


Bituca em 2010, na Folha 28

Nunca vou esquecer o dia em que comprei uma casa de cachorro e dei de presente para o Bituca. Ele ficou tão feliz, pareceu chorar. O veterinário me disse que ele devia ter uns 2 anos de idade ou mais.

Bituca e Flor em 2021, já na Folha 11

E assim essa longa convivência com o Bituca/Woodstock durou até 25 de abril de 2023, quando ele faleceu. Bituca deve ter morrido com 16 anos de idade ou mais. Comigo ele viveu quase 13 anos. Ele tinha a pelagem amarela/alaranjada (vira-lata caramelo rajado). Quando ele morreu a pelagem dele tinha ficado quase branca. O cara estava velho mesmo. Tenho uma imensa saudade dele e sou agradecido a Deus por ele ter entrado na minha vida e ter vivido todos aqueles anos comigo (de agosto de 2010 a 25 de abril de 2023).


OUTROS AMIGOS-CACHORROS QUE PARTIRAM.

 Antes do Bituca, aqui em Marabá, teve o Snoopy, que, infelizmente só viveu um mês comigo. Uma semana depois da morte do Snoopy (num domingo, agosto de 2010), no domingo seguinte, o Bituca apareceu do nada (como eu conto mais acima).

Breu (gato preto) e o Snoopy, na Folha 28


Depois que o Bituca apareceu em casa, em agosto de 2010, em 2012 chegou a Janis, que ainda era bebê. Ela estava perambulando pela rua, na frente do Campus I, da UFPA/Campus Marabá, quando eu a encontrei, em 04 de agosto de 2012 (ela e a irmã dela, uma outra cachorrinha bebê). Um senhor ficou com a irmã da Janis e eu peguei a Janis e a coloquei para dentro do Campus I da UFPA/Campus Marabá. Isso foi de tarde. Depois, naquele mesmo dia, 04 de agosto de 2012, eu voltei ao Campus da UFPA e peguei a Janis e a levei para casa. O Bituca ficou feliz com a nova irmãzinha. Infelizmente, a Janis faleceu em 26 de setembro de 2020, aos 8 anos de idade. Minha filha querida. 

Janis em 2012 e 2013, na Folha 28

Janis em 2014, já na Folha 11


Depois, em novembro de 2012, chegou a Sortuda (ainda bebê também). A Sortuda era filha da Paloma, uma cachorra branca que vivia no Campus I da UFPA/Campus Marabá. Infelizmente, a Sortuda morreu em janeiro de 2014, com um ano e meio de vida, aproximadamente. Outra filha querida que se foi.

Sortuda em 2013, na Folha 28


Depois do Bituca, da Janis e da Sortuda, ainda apareceu o Vovê Hendrix. O Vovô Hendrix era uma cachorro velho que apareceu no Campus I, da UFPA/Campus Marabá, por volta do segundo semestre de 2013. Um belo dia, 20 de novembro de 2013, peguei o Vovô Hendrix e o trouxe para a minha casa. Ele veio calmamente me seguindo até entrar em casa. Ficamos muito amigos. Ele faleceu em 16 de janeiro de 2016, já na casa da Folha 11, para onde nós havíamos nos mudado em 10 de março de 2014. Ele devia ter uns 13 ou 14 anos de idade, se não fosse mais. Velho amigo, meu grande companheiro.

Vovô Hendrix em 2014 e 2015, na Folha 11


Depois do Bituca, da Janis, da Sortuda, e do Vovô Hendrix, ainda apareceu o Dylan. Dylan era um cachorrão (ele era grande) amarelo, que também apareceu no Campus I, da UFPA/Campus Marará, em  dezembro de 2013. Devia ter um 1 ano de vida. Era o meu Bebezão, sempre pronto para criar encrenca e brigar. Mas, ele só entrou em definitivo para a família em janeiro de 2014, quando eu o trouxe para casa. Infelizmente, Dylan faleceu no dia 18 de fevereiro de 2026, recentemente. Ele já devia ter 13 anos de idade e estava muito doente. Fiquei muito triste com a partida do Dylan, mas vi que ele estava muito doente e já muito idoso.

Dylan em janeiro de 2014, na Folha 28, e em 2021, na Folha 11

Por último, apareceu a Flor, uma cachorrinha de pelagem amarela e branca. O nome dela diz tudo: ela era uma Flor, docil e alegre. Ela apareceu no Campus I, da UFPA/Campus Marabá, no final do ano de 2012 ou no começo do ano de 2013. Ela e um outro cachorrinho, amigo dela, apareceram por lá, juntos. Ela já era adulta. Ela ficou muito amiga da Paloma, a cachorra que vivia no Campus I, da UFPA/Campus Marabá. Mas, a Paloma faleceu em agosto de 2014 no Campus I, agora da  UNIFESSPA (a UFPA/Campus Marabá já tinha virado a UNIFESSPA, desde 05 de junho de 2013), possivelmente envenenada. Somente em outubro/novembro de 2014 é que eu retirei a Flor do Campus I, da UNIFESSPA, e das ruas, e a levei para a minha casa. Aqui em casa ela viveu mais de 11 anos até falecer em 06 de março de 2026, recentemente. Ela estava muito doente. Ela viveu em paz, desde abril de 2023, com o grande amigo dela, o Dylan (ela viveu com o Bituca de outubro ou novembro de 2014 até abril de 2023). Foi um Adeus muito triste ao Dylan e à Flor, mas eles já estavam muito velhinhos e doentes. 

Dylan (cor amarela) e Flor (cores branco e amarela) em abril de 2023, na Folha 11


PALOMA, UMA FIGURA. 

A Paloma foi uma cachorra de pelagem branca (meio creme), que apareceu no Campus I, da UFPA/Campus Marabá, por volta do meio do ano de 2011, e que foi adotada pelo Seguranças do Campus I. Eu também ajudava na manutenção dela. Ela era a mãe da Sortuda. Uma vez, no final de 2013, eu levei ela até a minha casa, para ela ver a Sortuda, mas ela não pôde ficar porque ela era do Campus I, da UNIFESSPA. Incrivelmente, mãe e filha pareciam se lembrar uma da outra. Ela foi uma grande amiga minha. Ela desapareceu misteriosamente do Campus I por volta de novembro de 2012. Pensei que ela tinha morrido, mas um homem que morava numa casa que ficava atrás do Campus I, da UNIFESSPA, tinha ficado com ela. Porém, em novembro de 2013, o homem se mudou e foi embora e a deixou na rua outra vez. Então, a Paloma, sabendo o caminho de casa, voltou para o Campus I, da UNIFESSPA. Eu me lembro desse dia em que ela voltou. Eu a vi na rua, vindo e entrando no Campus I. A Flor já vivia no Campus I e pensei que elas não se dariam bem, mas acabaram virando amigas inseparáveis. Infelizmente, a Paloma faleceu em agosto de 2014, provavelmente por envenenamento. Para acalmar o espírito da velha amiga, eu levei a Flor para a minha casa em outubro de 2014.


Paloma, no Campus I, da UFPA/Campus Marabá (atual UNIFESSPA), em 2011 ou 2012


A MARAVILHOSA FOTOGRAFIA DO NATAL DE 2013 (DEZEMBRO/2013), O ÚLTIMO NATAL QUE PASSAMOS JUNTOS NA CASA DA FOLHA 28, EM MARABÁ-PA. 

Vovô Hendrix (deitado no chão), Janis (sentada na poltrona), Bituca (sentado no chão, próximo da mesa com a Árvore de Natal) e Sortuda (atrás do Bituca e da cadeira): NATAL DE 2013 (o último Natal que passamos na casa da Folha 28).

Adoro todos estes amigos, gatos e cachorros, que estiveram comigo nesta minha caminhada. Só recentemente (depois de 2020), é que vi no meu Mapa Astral Natal que o Sol está em Aquário, em conjunção com Mercúrio na Casa 6 (a Casa 6 no Mapa Astral trata,entre outras coisas, da nossa relação com os animais domésticos). Vi também que o meu Signo Ascendente é Virgem, que é regido por Mercúrio. Assim, Mercúrio é o planeta regente do meu Mapa Astral. Deve ser por isso que desde que eu nasci eu sempre fui próximo de gatos e cachorros, eles sempre estiveram presentes na minha vida, seja em Belém, seja em Santarém, seja em Marabá. Eles estão presentes em toda a minha vida. E sempre apareceram de forma meio mágica, meio espiritual, na minha vida. Nenhum deles apareceu na minha vida por acaso, e talvez alguns deles tenham sido a reencarnação de outros cães e gatos que tive e que haviam morrido anteriormente. As condições em que encontrei a Ana Preta em Belém, na rua, recém-nascida, em 1978, foram muito parecidas com as condições que eu encontrei a Janis em Marabá, em 2012.  E por aí vai.

Disco/Compacto com a estória dos Quatro Músicos de Bremen (1970), Pedra Fundamental da Editora Ogmios (Seaculum Obscurum)/Gravadora Arte Degenerada

E a influência mais remota da Editora Ogmios (Seaculum Obscurum)/Gravadora Arte Degenerada, meu Projeto Artístico/Musical que criei em 1984, e que eu considero como a Pedra de Fundação da Editora Ogmios, foi um disquinho infântil (um Compacto) que eu ganhei em 1970, que tinha a estória dos Quatro Músicos de Bremen (o Burro, o Cachorro, o Gato e o Galo), uma lenda antiga, de origem medieval, alemã, e que depois eu associaria ao Creedence Clearwater Revival, ao Secos & Molhados, aos Beatles e a todas as outras bandas de rock que eu viria a conhecer e gostar. E na estória, os quatro amigos (o Burro, o Cachorro, o Gato e o Galo) nunca chegaram a Bremen. Preferiram morar na floresta, na casa de uns ladrões que eles haviam expulsado (da casa). Donos da casa, em fim, resolveram ali morar. Os ladrões, achando que a casa estava assombrada por fantasmas, seres sobrenaturias e feiticeiras, nunca mais voltaram ali. Ou seja, nunca desejaram o sucesso, o que é bem parecido com a Editora Ogmios: o que vale mais é o prazer de criar arte e música, e não o sucesso.


Sou imensamente grato a todos esses amigos de quatro patas que eu conheci na minha vida. 

Obrigado a todos... e que saudade imensa de todos!!!  


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